Estava visitando o blog da linda Clarinha
(http://clarinhamello.bebeblog.com.br) quando li esse artigo. Achei
tão verdadeiro que resolvi copiar e colar aqui. O autor falou e
disse tudo! Repostando:
Diz a sabedoria popular que só temos uma vida
completa quando plantamos uma árvore, escrevemos um livro e temos
um filho. Pois, se eu pudesse dar um e apenas um conselho a cada um
de vocês, eu diria ‘tenha um filho'. Esqueça o livro. Esqueça
a árvore. Simplesmente tenha um filho.
Ter um filho é talvez a única coisa definitiva que você fará em sua
vida. Tudo o mais poderá ser revertido em caso de arrependimento.
Quem nunca escutou alguém, com remorso do que compôs bradar
indignado: ‘Rasguem o que eu escrevi'? Quem nunca presenciou
a derrubada de uma árvore? Se até tatuagem estão tirando hoje em
dia! Já um filho... Conheço ex-mulher, ex-marido, ex-presidente,
ex-senador, ex-presidiário. Até ex-corno e ex-homossexual, eu já
ouvi falar. Mas nunca ouvi alguém se proclamar ex-pai ou ex-mãe. E
nem adianta tentar argumentar que o pai ou a mãe que sofra ‘o
revés de um parto', é um ex-pai ou ex-mãe. Isto simplesmente não
existe. E, sim: antes que você me pergunte, esta imutabilidade,
este ser definitivo, assusta e muito.
Ter um filho lhe traz uma responsabilidade enorme. E, meus caros,
posso lhes garantir, que a financeira é a menor delas.
Ter um filho lhe tornará mais medroso, você deixará de se sentir
imortal e aquela velocidade a mais na volta pra casa passará a não
ter qualquer graça. O teu filho também lhe deixará menos disponível
para a vida social, principalmente para a vida noturna. E nem em
casa, você deixará de sentir esta restrição: você logo irá
descobrir que assistir um filme que não seja infantil, só depois
que o moleque for dormir!
Ter um filho vai te fazer entender aquela máxima, que ‘a
palavra convence, mas o exemplo arrasta'. Você se sentirá vigiado
todo o tempo: ouvidos atentos a um palavrão, que você não deveria
ter dito; olhos ligados, naquele semáforo, que você ia furar.
Mas, o sorriso do teu filho é algo que pagará qualquer filme não
visto, qualquer mesa de bar não freqüentada, qualquer palavrão
engolido, qualquer trinta segundos a mais no semáforo, qualquer
temor de não poder voltar atrás!
Só não se contente em fazer um filho, mas sim o tenha. Não no
sentido de posse, de controle, mas no sentido de que ele será seu,
na exata medida que você for dele. Troque as fraldas dele, pois em
breve ele deixará de usá-las. Leve-o ao cinema, pois em alguns anos
ele preferirá ir sozinho. Abrace-o, beije-o e repita que o ama em
alto e bom som, pois vai chegar o momento que você terá que dizer
isso baixinho, para que isso não represente ‘queimação' para
ele.
Tenha um filho. Ou mais de um se assim o preferir. Adie se ainda
não achar que é o momento. Adote se assim o quiser. Mas tenha um
filho.
Quem sabe um dia, você e o seu filho possam juntos plantar uma
árvore. Quem sabe ainda, escreverem um livro a quatro mãos. Aí sim,
por ter sido algo que você fez com o seu filho, a árvore e o livro
poderão fazer algum sentido na busca da tal vida
completa.
fonte:Fred Barboza publicado em Café do Moca.